Sep 8th at 5PM / via: psykiatri / op: psykiatri / 325 notes

Auto-Mutilação 

Bem, já me cortei inúmeras vezes. Sempre que eu me cortava eu procurava as veias para que saísse mais sangue possível. Quando eu fazia isso me vinha um alívio instantâneo. Porém não durava mais que algumas horas. É algo realmente muito triste e perdi uma pessoa muito importante por causa desses cortes (Minha tia-avó Luísa). Eu morava com ela quando comecei a me auto-mutilar então ela perdeu todo amor que sentia por mim. É algo realmente muito triste e tive que parar com os cortes. Mas algo de bom aconteceu; Minha outra tia-avó Lúcia após ter descoberto me encaminhou para um psiquiatra e parti para anti-depressivos, que depois me causaram mais problemas… (história para outro dia). Bem o que eu quero dizer aqui é que tentem parar por si mesmo. eu sei que é difícil mas é melhor do que ter que perder alguém que você ama por conta disso. Quando digo isso, eu falo de coração pois não quero que ninguém sofra como eu sofri e estou sofrendo. 


Sep 7th at 9PM / tagged: suicídio. cortes. borderline. TPB. / 1 note

Famosos Borderlines  

Bem, os Borderlines não fazem fama apenas nos noticiários sobre crimes famosos dados mais ênfase por programas sensacionalistas ridículos (o que aumenta o preconceito conta nós). Muitos Borderlines deram certo apesar de tudo, mas outros acabaram não aguentando tudo e todos. 

Entre os casos mais conhecidos de comportamento chamado borderline, além da Amy, está Britney Spears e Angelina Jolie.

Amy assumiu publicamente o uso de drogas, fez músicas falando sobre a reabilitação e participou ativamente das audiências do marido, que está preso por ter agredido e ferido gravemente o dono de um pub. Depois dela, o termo borderline tornou-se bem conhecido.

O caso de Britney, pós-sucesso juvenil, terminou com ela de cabeça raspada e internada em uma clínica. Por conta desse surto, polícia, ambulâncias e helicópteros foram envolvidos e as imagens chegaram em todo o mundo.

A mamãe Angelina Jolie de hoje também já deu muito o que falar. Uma infância e adolescência conturbada, levaram Angelina a colecionar cicatrizes pelo corpo feitas por ela mesmo. 

O que se dá a entender é que apesar de tudo tem como se viver e ser feliz apesar de tudo (Britney e Angelina são o exemplo de superação). Mas também temos o exemplo de o que acontecerá conosco se não sermos fortes. 

                     

                       


Sep 7th at 8PM / tagged: TPB. BPD. Borderline Personality Disorder. Borderline. Transtorno de Personalidade Borderline. / 1 note

A Despersonalização e a falta de responsabilidade sobre os próprios atos.  

Bem, o TPB é considerado um dos mais sérios transtornos psíquicos já conhecido. Estima-se que 1% de população global (70 milhões de pessoas) sofram dele. Muitas pessoas confundem com Bipolaridade ou Esquizofrenia. Borderlines em momentos de stress sofrem a despersonalização, é como se saísse do próprio corpo e começar a ver sua vida como um observador; A partir daí você não tem controle de seus atos. Essas crises pode durar desde algumas horas até semanas. É uma sensação horrível, é como se você quisesse tomar controle do seu corpo, mas não consegue. É como se você quisesse sair dele de uma vez por todas mas não consegue. A despersonalização mais longa que eu passei durou 8 dias, o tempo passava muito rápido e para mim esses dias pareceram 2. Numa crise de despersonalização eu passei uma noite na Av. Paulista com uma camiseta de manga curta com 8ºC. E para ficar em um ambiente mais quente tive que entrar num carro de um desconhecido e fazer sexo oral nele. Eu jamais faria isso conscientemente (farei um tópico a respeito dessa noite). É nessas crises de despersonalização que muitos Borderlines façam atos insanos e vão parar em: Cadeias (20% da população carcerária sofre do transtorno) ou em Manicômios (30% dos pacientes internados sofrem do TPB).  


Sep 7th at 8PM / tagged: Borderline. BPD. Borderline Personality Disorder. TPB. Transtorno de Personalidade Borderline. Suicide. despersonalização. despersonalization. / 2 notes

Primeira vez aqui… (Um pequeno filamento de minha história) 

Bem, nasci no dia 04-11-1997, minha mãe Ana, sofre de Transtorno Afetivo Bipolar e meu pai Eduardo, é usuário de substâncias ilícitas (apesar de nunca usar perto de mim fiquei sabendo pela minha mãe). Minhas tias-avós Lúcia e Luísa, sempre deram de tudo a meus pais e a mim. Eu até Setembro de 2011 morava com meus pais e passava os fins de semana com minha tia-avó Lúcia. Vivi uma infância traumática e negligente, porque apesar de a minha tia-avó me dar apoio financeiro faltou o carinho (que eu sei que ela tem, mas não sabe demonstrar). Meus pais viviam em constantes brigas; Lembro de agressões muito feias…inclusive uma vez que eles brigaram na rua e eu acabei me machucando (não lembro se eu mesmo caí de cabeça no chão por atenção ou se foi sem querer, afinal tinha 5 anos). Quando minha mãe saiu de casa pela segunda vez em 2007 ou 2008 (dessa vez sem mim pois meu pai entrou na justiça pela minha guarda e da minha irmã Katia e o advogado foi pago pela sua tia Luísa), ele tentava se mostrar um pai bom só para convencer minhas tia-avó Luísa de que tudo estava as mil maravilhas (meu pai não falava com minha tia avó Lúcia desde 2004). Quando minha mãe voltou em 2009 ou 2010, minha tia-avó Luísa parou de ir em casa toda semana pra ajudar na limpeza e etc..

Bem, depois eu me assumir homossexual em Agosto de 2010 e tive uma falsa aceitação de todos e comecei a me revoltar com meus pais pois eles são muito porcos e imundos e a casa foi sofrendo com a falta de zelo e higiene. Depois de mais ou menos um ano de brigas e discussões tive que sair de casa. Lembro-me até o dia: 29/09/2011. Bem por hoje é só e amanhã conto detalhe por detalhe como foi todo esse drama que começou em Setembro de 2011 e continua até agora. Vou procurar com o passar dos dias me aprofundar mais no passado e no presente. Além de falar sobre o tratamento do Transtorno Borderline para pacientes e leigos. Depois de 3 tentativas de suicídio em um mês, meu psiquiatra cortou minha medicação…e por enquanto tá assim; Quem sabe um dia melhora. Né?


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